Passado o segundo turno, Paraisópolis vai de bairro-modelo de Serra a favela-pesadelo de Alckmin


Os moradores cobram políticas sociais para que a favela deixe de ser um cenário para o crime
“Poucas horas haviam se passado desde a derrota do tucano quando o governo estadual anunciou que da comunidade da zona sul paulistana haviam partido as ordens para os ataques contra policiais

Redação, Rede Brasil Atual

“Conjuntos habitacionais caprichados, com toda a infraestrutura, lazer. Trabalho do Serra, que deu um duro danado para botar ordem na bagunça deixada na habitação pelo PT.” Esta era a favela de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, até a meia-noite de segunda-feira (29), quando a cidade debatia propostas para o futuro e a comunidade era um modelo que o candidato do PSDB à prefeitura, José Serra, prometia estender para todas as áreas do município.

Serra amargurava as primeiras horas da derrota para Fernando Haddad (PT) quando a Secretaria de Segurança Pública do governador Geraldo Alckmin (PSDB), também tucano, determinou que a Polícia Militar promovesse um cerco à favela – “um bairro, não uma favela”, nas palavras do ex-candidato. “Moradia não é apenas casa construída. Moradia é asfaltamento, água, luz, energia elétrica, escola, saúde. É só olhar o que foi feito em Paraisópolis, o que foi feito em Heliópolis”, vangloriava-se Serra durante o debate eleitoral no SBT, menos de uma semana antes da ocupação policial. 

O retrato pintado por Valdemir Marcondes, da Associação Filhos de Paraisópolis, em entrevista à Rádio Brasil Atual, é um pouco diferente. "A polícia chega sem mandato que permita a entrada nas casas, ela já chega invadindo. Para as mães que deixam as crianças em casa isso é bem complicado”, diz.”
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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